Para quem não sabe, não é a primeira vez que o vice-prefeito de Cachoeiro, Braz Barros (PR), recebe a recomendação de se desligar politicamente do atual governo – até porque, vice ele será até o fim do mandato. No entanto, ele preferiu seguir lado a lado com o prefeito Carlos Casteglione (PT).
O senador Magno Malta (PR) rompeu com o prefeito logo após o petista assumir a prefeitura. Malta participou ativamente da campanha de Casteglione em 2008 e a ruptura aconteceu após o senador crer que não recebia a atenção que julgava merecer.
Desde então, o vice Braz, que é o presidente do diretório municipal do PR, deixou de comungar por completo do sentimento do partido em relação ao governo. Quem expressa o sentimento real da cúpula estadual da sigla, com fortíssima influência de Magno, é o vereador Glauber Coelho, que faz oposição.
Não se sabe se desta vez a recomedação do PR vem associada de futuras penalidades ou algo do tipo em função de desobediência hierárquica. Caso haja, numa linha mais coerente, Barros pode não aceitar a pressão, considerando que já deixou de seguir a solicitação do partido uma vez. Querendo realmente caminhar com a administração, Braz pode até conseguir uma função de maior visibilidade.
Mas, a verdade é que o vice está entre a cruz e a espada. Não imagino que o governo agirá com indiferença diante da situação e sem considerar o posicionamento de Braz até então. Deve conversar para mantê-lo. Ficar ou romper será uma decisão do vice-prefeito; querendo ou não, vai ter de escolher entre Magno e Casteglione.
Crédito da foto: ES de Fato

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